terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Amor - próprio...

Eu sou tão idiota ! Meus sentimentos são tão idiotas ! Por que eu sinto tanto ? Por que eu sinto tanto e ainda assim não sinto nada ? Essa insatisfação ainda vai me matar algum dia... Eu ainda vou me matar algum dia ! É só ter mais coragem... ou não ! Eu me olho no espelho e tudo que eu vejo é o nada, a angústia ! Sinto muito, ou melhor, não sinto nada... hoje estou extremamente melancólica... Se eu sou a tempestade, se eu sou a maravilha então terei trovões, pesadelos e explosões repentinas ? Não, ao menos isso bastaria. Por que, meu amor ? Por que morreria ? Será que eu mesma não me basto para que o meu amor próprio tenha que morrer assim ? Será que minhas palavras foram duras demais ou será que eu não disse nada ? O tempo passou, rasgou minhas roupas e me encheu de porrada. Ainda tenho as marcas... na alma ! Ah, como eu queria que estivesse aqui ! Cadê você, parte de mim que se foi ? Eu não sinto mais dor, aliás, essa era a única forma de saber que ainda estava viva, mas sem você, parte de mim que se foi, eu sou apenas uma carcaça oca do que um dia sentimos juntas ! Por favor, volte ! Volte para que eu possa ser feliz novamente; acorde e volte para a parte que lhe pertence em meu coração ! Eu quero viver, mas sem você não dá... Se amanhã acordar e ler essas palavras desesperadas, peço-lhe que atenda o meu pedido e ocupe o lugar vazio que deixou, meu amor ! Prometo a mim e a você mesma que não te deixarei partir nunca mais...
Desesperadamente,
Lady Fiennes Butler.

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