sexta-feira, 29 de junho de 2007

Plágio sem fim

Uma certa amiga comentou comigo algo sobre o meu blog. “Por que todos os homens das suas histórias têm olhos azuis ou verdes?!” - Eu, com minha paciência de Jó, respondi: “Porque eu gosto!” A tal amiga tentou argumentar, mas eu não dei chance! Ora, vê se pode!!! Minhas histórias são minhas e meus personagens são como eu quero que sejam!!! Embora não tenha dado crédito ao que ela disse, fiquei pensando no assunto… Cheguei a conclusão de que simplesmente gosto de olhos azuis e verdes, gosto de ver as linhas transparentes do globo ocular, é como se eu quisesse enxergar a alma da pessoa, ou melhor, do cara em questão! Logicamente, que não dispenso os olhos castanhos ou negros, até porque, são mais “quentes”, são mais altivos! Li e reli todos os meus contos e percebi que não tenho estilo, escrevo o que me dá na “telha”! Talvez, o fato de não ter estilo seja o meu própio estilo, minha marca resgistrada! Já tentei quebrar minha cabeça para escrever que nem Millôr, Veríssimo ou Nelson Rodrigues, mas eles são bons demais para serem alcançados… Eis que veio do além uma criatura (que peço a Deus que lhe dê muitos anos de loucura!), que disse que um dos meus contos tinha algo entre Bucowski e Nelson Rodrigues! Imaginem como a minha humilde pessoa se sentiu!!! Me levantou o astral, caralho!!! Jurei pra mim mesma que iria continuar escrevendo do meu jeito e foda-se o resto! Mas, ás vezes acho que tudo o que escrevo ou penso já foi escrito e pensado por outros, que vieram antes de mim… será que não seria um plagio?! Será que tudo o que você pensa não é simplesmente um plágio, uma cópia do que já pensaram antes?! Puta que pariu, eu vivo maquinando, brigando comigo mesma para ser diferente, mas é quase impossível! A conclusão que tirei disso é que tudo não passa de plágio, como dizia Cazuza, na música Down em mim : “…vão assistir comigo a versão nova de uma velha história…” e é exatamente isso, somos versões novas de velhas histórias! Passa-se o tempo, entram e saem novas gerações e tudo é sempre a mesma coisa, nós é que damos um jeito de pensar o contrário… Somos apenas versões novas de fatos antigos e já sabemos como isso vai terminar ! Somos apenas uma cópia fudida (seja boa ou ruim) do tempo ou do destino…

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