sexta-feira, 29 de junho de 2007

Pelo telefone

Pele bronzeada, seios de pitomba, cintura fina, coxas grossas e os cabelos mais longos e negros já vistos ! Rita, uma típica mulher brasileira, desejada por muitos homens, passava suas noites sozinha, somente ela e sua timidez…
A última vez em que soube o que era um toque masculino já havia muito tempo e sua vida só se resumia em trabalho e estudo, não deixando espaço para os compromissos amorosos.
Cansada de sua rotina, sempre solitária e vazia, Rita decidiu entrar numa dessas salas de bate-papo por telefone, esperando talvez encontrar o homem de sua vida, ou pelo menos, o homem de sua noite ! Nunca tinha utilizado esse tipo de serviço e foi por pura curiosidade que resolveu ligar…
- Alô?!
- Oi ! - Respondeu uma voz máscula e cordial do outro lado.
- Q-Quem está aí ? - Rita perguntou sem jeito.
- Meu nome é Alfredo e o seu ?
- Rita… Me desculpe, mas nunca entrei numa sala de bate-papo e nem sei direito como é…
-Tudo bem, eu também nunca entrei numa ! Que coincidência ! Somos “marinheiros de primeira viagem” !
Rita sorriu aliviada e após alguns minutos, os dois conversavam como se se conhecessem há anos !
Alfredo era um homem alto, forte, com a pele da cor do pecado, um lindo par de olhos verdes e um sorriso tão branco e sincero que ofuscava a visão, fazendo qualquer mulher se derreter !!! Embora fosse atraente e com a vida estabilizada, tinha dificuldades em encontrar uma mulher que o fizesse perder a cabeça…
Rita se encantou com o jeito simpático e educado de Alfredo e descobriu que tinham muitas coisas em comum, entre elas a solidão. Conversaram até bem tarde da noite, falando sobre a vida, o amor e coisas sem importância, até que Alfredo sugeriu um encontro.
- Já que moramos bem próximos, que tal se nos encontrarmos agora ? A noite está uma delícia e nem está muito tarde…
- Você é louco ?! Gostei de você, mas sinceramente, não sei se posso confiar…
- Também gostei de você e não sei se posso confiar, mas estou disposto a arriscar mesmo assim !!!
Rita ficou em silêncio por alguns instantes, mas acabou cedendo…
- Tudo bem ! Em quanto tempo você chega ?
- Em quinze minutos eu te pego!
Ela descreveu a roupa que usaria e onde o esperaria. Colocou um vestido azul bem simples, porém sedutor, que realçava seu colo, deixando os ombros à mostra, donde podia se notar uma minúscula marca de biquíni. Perfumou-se garbosamente e saiu ao encontro de Alfredo, que já a esperava.
- Nossa ! Você é mais linda do que imaginei !
Rita ficou desconcertada não só com o elogio, mas também com a presença dele, que exibia sua pele morena através da nudez de seu peitoral musculoso e convidativo.
- Você também é muito …
- Não precisa me elogiar… fico sem jeito, ainda mais com essa boca na minha frente ! Adoraria te beijar…
Ela, mais uma vez corou. Alfredo não parava de olhá-la… parecia que ia comê-la ali mesmo, sem a menor cerimônia ! Um exercia sobre o outro um estranho domínio, como se não pudessem controlar o que sentiam. Sentindo os corpos em chamas, os dois foram tomados pelo instinto que os conduziam e se renderam a um longo e ardente beijo na boca !!!
Boca, língua, mãos, sexo, tesão… Uma loucura tão natural que se tornava imperceptível.
- Te desejo agora ! Ah…uh…Ai, como eu te quero em mim !!! - Falou Rita, quase sem ar.
- Vem ! Conheço uma rua deserta perto daqui !
Não demoraram cinco minutos para chegar na tal rua e já se amavam, ali mesmo, no carro. Sentiam a língua um do outro, buscando inicialmente a afinidade entre elas. O tamanho, o gosto, o gesto que faziam, num balé que só os dois eram capazes de admirar ! Beijavam-se como se quisessem sentir a alma, a essência daquele momento tão mágico. As mãos não paravam de ler os sinais que cada corpo emitia, mostrando o desespero que ambos sentiam de serem um só.
Rita e Alfredo sentiam uma agonia sufocante, tentando se livrar das roupas que impediam cada centímetro de pele de se revelar… Ela cavalgava tal qual uma amazona, livre de seus medos… Ele se contorcia, soltando urros de prazer. O seio intumescido de Rita pedia com urgência a boca de Alfredo, que não hesitou em atender seu desejo, ofegante a cada vibração de seu corpo. A intensidade daquele ato era tão grande, que os dois se abraçaram e num só gemido anunciaram a chegada do clímax, que em seguida desfalecia os corpos…
Silêncio. O silêncio dos amantes… Um silêncio tão preciso que dizia tudo e só ouvia quem podia entender aquele som…o silêncio dos amantes, a batida do coração !!!
Ficaram assim durante um tempo; sentindo a respiração um do outro, calados… Alfredo levou Rita para casa, ambos sem dizer uma palavra ! Ao chegar, ele a beijou respeitosamente na testa, olhou-a fundo nos olhos, sabendo que ela era seu verdadeiro amor… um amor tão profundo que só caberia existir nos sonhos… virou as costas e partiu sem dizer absolutamente nada ! Nunca mais se viram…

Nenhum comentário: